quarta-feira, 20 de abril de 2011

Testes.





    Teste - Seremos bons pais?

    Para realizar este teste, responda "sim" ou "Não". Depois de ter respondido a todas as perguntas, some as respostas positivas num lado e as negativas noutro e veja a avaliação no final de tudo.  
    1. Às vezes julga que o seu filho é uma carga para si?
    2. Aborrece-se por ter que respeitar horários fixos e rotinas para determinadas coisas?
    3. Acha que o seu filho o impede de fazer mil coisas que gostaria de fazer?
    4. Aborrece-se excessivamente quando os outros cometem repetidamente os mesmos erros?
    5. Pensa muitas vezes na fragilidade que as crianças têm?
    6. Aborrece-se por os planos que tinha feito, por exemplo, para o fim-de-semana seguinte, serem alterados?
    7. Considera-se uma pessoa muito rigorosa que age «com mão de ferro»?
    8. Quando se enerva, acaba normalmente por gritar com quem está por perto?
    9. Aborrece-se excessivamente por causa do barulho que faz um grupo de crianças a brincar ou a brigar?
    10. Aborrece-se por não lhe prestarem atenção quando, numa reunião familiar ou com os amigos, são as crianças que assumem todo o protagonismo?
    11. Deixa a educação nas mãos dos professores?
    12. Aborrece-se muito quando os outros não lhe dão razão?
    13. Aborrece-se por perder tempo com as crianças em vez de fazer coisas que seriam, para si, muito mais interessantes?
    14. Interessa-se por temas de psicologia infantil?
    15. Fica irritado por lhe interromperem o sono a meio da noite?
    16. Fica comovido ou sente muita ternura quando vê uma criança doente?
    17. Acha que tem as qualidades necessárias para prender a atenção dos mais pequenos?
    18. É capaz de se divertir sinceramente com a realização de alguma actividade que, em princípio, mais parece uma brincadeira de crianças?
    19. É capaz de modificar o seu modo de falar, se fala com uma criança, para que ela o entenda melhor?
    20. Gosta de estar informado e preocupa-se com as questões da saúde, ou julga que, para isso, existem os médicos?
    21. Acha que a educação das crianças deve ser 50% partilhada com o cônjuge?
    22. Normalmente é capaz de adiar o seu trabalho para brincar com o seu filho?
    23. Acha interessante viajar com as crianças?
    24. Quando são propostas actividades de grupo, normalmente apetece-lhe participar?
    25. Gosta de tratar do seu filho?
    26. Conversa frequentemente com o seu cônjuge sobre temas de educação ou de evolução do vosso filho?
    27. A opinião de uma criança sobre diversos assuntos tem realmente interesse para si, ou acha que, enquanto não for maior, não a deve dar?
    28. Gosta de proteger quem tem à sua volta?
    29. Considera-se uma pessoa paciente, capaz de explicar calmamente qualquer coisa a alguém que parece não entender nada?
    30. É daquelas pessoas que gostam mais de dar do que receber?

    AVALIAÇÃO:

    A)  A) Número de respostas positivas superior a 8 nas perguntas que vão da 1ª à 13ª.

    Talvez ainda lhe falte algum treino, mas nem por isso deve desanimar, muito pelo contrário, tem que lutar com coragem para não ser inflexível, pois a inflexibilidade para com as crianças traduz-se em falta de apoio emocional e em falta de segurança.

    B)   B) Número de respostas positivas superior a 9 nas perguntas que vão da 14ª à 30ª.

    Fique sossegado, pode considerar-se um bom pai/uma boa mãe. Com toda a certeza, é daquelas pessoas que todos os dias se esforçam por agir bem com os filhos, proporcionando-lhes sempre melhores condições possíveis. É paciente e compreensivo, por conseguinte é sensível às suas necessidades.

    C) Número de respostas positivas superior a 13 nas perguntas que vão da 14ª à 30ª.

    Parabéns! É um exemplo a seguir: dedica aos seus filhos a maior parte dos seus esforços e da sua atenção, tem todas as qualidades necessárias para fazer sempre o que é correcto quanto aos cuidados e tratamento dos pequenos. Aceita as coisas como são, e isso será  muitíssimo benéfico para eles.

    Bibliografia: Gross, E. (2005). Conheça os seus Filhos, TESTES dos 0 aos 3 anos. Brasil: Paulus Editora.
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    Com  amor tudo se pode alcançar!

    Aprendizado.

    Resiliência.

    Para algumas pessoas, o mundo divide-se entre os mais afortunados – leia-se, aqueles a quem tudo corre bem – e os outros – ou seja, aqueles que são “perseguidos” pelos azares da vida. De acordo com esta teoria “de bolso” o sucesso é quase inteiramente dependente da sorte e as vitórias individuais têm sobretudo a ver com a ausência de obstáculos. No entanto, vivemos todos rodeados de histórias de vida que contrariam esta ideia preconcebida. Se é verdade que existem pessoas a quem todos os azares da vida parecem acontecer e que fazem questão de se queixar deles com regularidade e veemência, pontualmente somos confrontados com pessoas aparentemente mais “corajosas”, que enfrentam as adversidades com garra, com optimismo e até com um sorriso.

    Perante um obstáculo – que tanto pode ser a perda de emprego, uma doença súbita ou até a perda de alguém de quem se gosta – é possível reagir de maneiras muito diferentes. Já reparou que existem pessoas que respondem às dificuldades sobretudo através do queixume e da vitimização, enquanto outras se centram no futuro e no que há a fazer? Aquilo que as diferencia é uma competência psicológica chamada resiliência e que consiste na capacidade de adaptação ao stress, à adversidade, ao trauma e à tragédia. As pessoas menos resilientes tendem a sentir-se sufocadas pelos problemas, independentemente da sua natureza, sendo muito mais propensas a mecanismos patológicos de reacção à adversidade, como o abuso de substâncias. São também mais vulneráveis ao aparecimento de transtornos depressivos e ansiosos.

    As pessoas mais resilientes são capazes de olhar para a própria vida de uma perspectiva mais abrangente, encontrando motivos para sorrir no meio dos seus problemas. De um modo geral, lidam melhor com o stress e com as dificuldades que enfrentam. Sim, porque as pessoas mais resilientes também têm problemas sérios! Mas mantêm-se mais estáveis perante o caos desencadeado pelas dificuldades.

    Ser resiliente não significa ser à prova de tudo, pelo que alguém que possua esta competência psicológica não está imune a quebras. Por exemplo, uma pessoa resiliente que seja afectada por uma doença séria pode até passar por um período marcado por distúrbios do sono, mas tenderá a cumprir as suas responsabilidades com rigor, indo trabalhar diariamente como é hábito e mantendo o seu optimismo em relação à vida em geral e à sua recuperação em particular.

    Não se pense, por isso, que as pessoas mais resilientes são mais fortes, mais frias ou que sofrem menos perante a morte. A intensidade da dor não se mede pelo grau de lamentos. Uma pessoa resiliente está atenta às suas emoções e é capaz de reconhecer que precisa de ajuda e de a procurar – seja através da sua rede social, seja através de técnicos profissionais. É por isso que estas pessoas estão, genericamente, mais protegidas em relação a perturbações como a depressão, a ansiedade ou o pânico.

    Seja perante uma situação de assédio moral no trabalho ou uma doença oncológica, a reacção das pessoas mais resilientes contém um elemento comum: em vez de se “afundarem” com o problema, fechando-se sobre si mesmas, estas pessoas centram-se nos seus recursos e optam por aprender alguma coisa com a adversidade.

    Ser resiliente é:
    • Ser capaz de encarar a mudança como um desafio, e não como um drama;
    • Tomar as rédeas da própria vida, assumindo as decisões que dela fazem parte;
    • Ser optimista, apesar das adversidades;
    • Ser capaz de desenvolver relações afectivas próximas e estáveis;
    • Ser capaz de brincar com situações stressantes;
    • Ter auto-confiança;
    • Acreditar que é possível aprender com todas as situações da vida;
    • Ser capaz de reconhecer que se precisa de ajuda;
    • Ser capaz de identificar a quem se deve pedir ajuda;
    • Gostar de desafios.

    Embora existam diferenças de personalidade que façam com que alguns de nós sejamos mais optimistas e resilientes do que outros, é possível promover esta competência ao longo da vida. Como já disse antes, um dos pilares da resiliência é a existência de relações afectivas próximas, pelo que é fundamental que abramos espaço para as pessoas de quem gostamos. Investir nas nossas relações familiares e sociais é a melhor via para que nos sintamos ouvidos e apoiados quando precisamos. Dar passos no sentido de sair da concha pode implicar maior envolvimento com a vida comunitária, o que para algumas pessoas é aterrador. Mas essa rede é imprescindível para ultrapassar os períodos mais difíceis.

    Ter “poder de encaixe” para aceitar que se faça piadas com situações mais ou menos catastróficas é outro factor importante. Quando ouvimos um doente com cancro brincar com a própria doença, podemos, à primeira vista, achar que está em negação. Mas os estudos mostram que o humor pode ajudar-nos a lidar com a dor.

    No meio da tempestade pode ser muito difícil reconhecer alguma lição de vida, mas quando temos oportunidade (ou quando nos damos ao trabalho) de olhar para trás e reflectir sobre os obstáculos que já ultrapassámos, identificamos quase sempre aprendizagens importantes. As maiores tragédias da vida também nos trazem ensinamentos importantes, pelo que é importante olhar para o obstáculo do momento como mais uma oportunidade.

    Alimentar uma visão optimista acerca da vida pode passar por exercícios tão simples como enumerar diariamente duas ou três situações com que nos tenhamos sentido satisfeitos – essas excepções, essas coisas boas, podem funcionar como sinais de esperança.

    Continuar a mimar-nos física e emocionalmente é outro factor de estabilidade. A existência de dificuldades não deve constranger a participação em actividades de que gostamos e que nos mantêm entusiasmados, como a prática de exercício físico, uma boa alimentação, encontros com os amigos, etc.

    Claro que não há resiliência sem proactividade e isso implica ser flexível o suficiente para aceitar a mudança, ser capaz de definir objectivos realistas e identificar aquilo que deve ser feito para se ser bem-sucedido, em vez de adoptar uma atitude expectante, miserabilista ou pura e simplesmente esperar que os problemas desapareçam.

    É importante que sejamos suficientemente inteligentes para perceber que, independentemente do “tamanho” da conta bancária, do carro que se conduza ou do sucesso que se tenha, todas as pessoas carregam as suas “cruzes”, todas as vidas são pontuadas por tristezas e desilusões. A vida é mesmo assim. Podemos “apenas” contar com uma atitude mais ou menos optimista/ perseverante em relação a esses reveses.
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    Consultório de Psicologia - Resilência, disponível em http://consultorio.blogs.sapo.pt/54320.html, acedido a 20 de Abril 2011

    segunda-feira, 18 de abril de 2011

    domingo, 17 de abril de 2011

    Autismo - Psicologia.

     (…)  "Autismo envolve um estilhaçamento nas capacidades", diz Joel Smith, director executivo da Associação de Serviços ao Autista, em Wellesley, Mass. "No retardamento mental" continua ele, "o desenvolvimento é de um nível baixo como um todo. Mas em autismo, você tem algumas áreas com níveis muito, muito alto e outras de baixo". E é nessas áreas de nível elevado em que eles resolvem problemas matemáticos, quebra-cabeças e realizam tarefas complicadas e aparentemente sem solução.

    Um belo dia, foi descoberto  que os autistas apresentam enorme afinidade para actividades concretas. Aliás, quanto mais concreto e repetitivo for o trabalho, tanto melhor! É aí, exactamente nesse ponto,   que entra o computador. Essa fabulosa ferramenta  tecnológica se mostra extremamente amigável  aos olhos dos autistas, pelo fato de apresentar uma lógica rígida. A resolução de um problema em determinado programa de computador aparece quase sempre igual, como numa equação matemática. Alguns autistas chegam, inclusive, a se definir como computadores que simulam o ser humano, descodificando o mundo externo como a máquina o faria. Aí fica fácil, porque se trata de um instrumento tranquilamente adaptável à forma que essas pessoas tão especiais têm de ver e compreender o mundo.

    Por contarem com um pensamento estritamente visual (visualização vívida), um alto poder de concentração e uma óptima memória, os autistas podem fazer do computador seu ganha-pão, e se utilizam da Internet para travar relações com o que lhes é mais apavorante: o mundo externo. O trabalho no computador se caracteriza por ser essencialmente solitário, daí a afinidade. Além disso, pela dificuldade em manter contacto interpessoal, muitos autistas estabelecem relações sociais via e-mail.

    Temple Grandin, que também é autista, descreve sua memória como sendo em forma de imagens e diz poder visualizá-las como se estivesse em uma página da Web . O pensamento dessas pessoas incrivelmente capazes é puramente visual, tal qual uma tela do Windows ou uma página da Internet. Qualquer informação  muito gráfica, ou seja, que contenha muitas imagens, é rapidamente armazenada por eles. E nas palavras de Grandin, "eu não posso imaginar um envelope  marrom se nunca tiver visto um antes".

    Quando o computador passa a fazer parte do universo interno e inacessível do autista, ele se torna um poderoso instrumento de trabalho. Sara R. S. Miller é programadora de computador com habilidade para detectar qualquer problema no código binário, desde que já tenha visto aquele programa pelo menos uma vez na vida. Ela tem 42 anos, é presidente da Nova Systems em Milwaukee e é autista. Sara diz que sua visão do mundo é uma interpretação preta-e-branca da realidade, assim como no computador, que só existe o on e o off, sem o  meio-termo.

    Autistas com as mesmas potencialidades de Sara muitas vezes ficam de fora do mercado de trabalho de informática devido ao desconhecimento das pessoas quanto a esta habilidade, além da própria dificuldade dos portadores de Autismo em interagir socialmente. Eles dizem que o computador e a Internet podem proporcionar e facilitar uma melhor participação deles no mercado de trabalho, na construção de senso de valores e bem-viver.

    Assim se torna  fácil compreender a afirmação de Martijin Dekker, autista de 23 anos, que se diz obcecado por computador desde os 11 anos de idade. Através da máquina, ele utiliza capacidades que poderiam ser esquecidas, se não fosse a tecnologia. Tecnologia essa que, quando associada à Internet, rompe as barreiras do corpo-humano, aproxima aqueles que distanciam  geográfica e fisicamente, traz à tona o intelecto. Dekker controla um grupo de apoio aos autistas na Internet. "Grupos como o meu parecem concordar com o mito de que autistas não querem contacto humano, mas, ao contrário, os grupos e a Internet nos mostram que somos capazes de formar contactos muito profundos e significativos", diz ele.

    No sentido de reinserir essas pessoas ao convívio social e ao mercado de trabalho, o computador é um instrumento poderoso. Graças a ele e à Internet, os autistas tem uma nova possibilidade de mudar seu destino de abandono e não-aproveitamento de suas capacidades especiais.